A Honda Biz 2026 segue sendo um fenômeno de vendas no Brasil. Em 2025, foram mais de 115 mil unidades emplacadas — número que a mantém como a segunda moto mais vendida do país, atrás apenas da Honda CG 160. O dado impressiona ainda mais quando se considera que o modelo tem o mesmo projeto básico de 2003 e mudou pouco em mais de duas décadas.
Mas o que explica esse sucesso ininterrupto? Será que a Biz ainda faz sentido num mercado com motos mais baratas, mais potentes e mais modernas? A resposta é sim, mas não para todo mundo. Este texto mostra onde a Biz entrega valor real, onde ela já mostra a idade e para quem ela ainda é a escolha certa — ou não.

Honda Biz 2026: o que explica 115 mil unidades por ano
A Biz acerta no básico. Ela é leve (97 kg), tem câmbio semiautomático de 4 marchas (sem precisar acionar a embreagem), consumo médio de 38 a 42 km/l e manutenção tão barata quanto uma CG 160. O porta-capacete sob o banco é um diferencial prático que até hoje poucas concorrentes oferecem.
Além disso, a Biz tem uma base instalada gigante de peças e serviços. Qualquer mecânico conhece o motor OHC de 124 cc. Qualquer autopeça tem pastilhas de freio, cabos, relação e pneus. Isso reduz o custo de manutenção e o tempo de reparo, dois fatores que pesam muito na decisão de compra de quem usa a moto para trabalhar.
O público da Biz é majoritariamente urbano e profissional: entregadores, vendedores externos, trabalhadores que rodam na cidade o dia todo. Para eles, confiabilidade e economia importam mais do que potência ou tecnologia.
Honda Biz 2026: onde ela acerta
- Consumo exemplar — Faz até 42 km/l na cidade, superando a maioria das 125 cc e 160 cc.
- Câmbio semiautomático — Dispensa o acionamento manual da embreagem, ideal para quem anda no trânsito pesado.
- Porta-capacete integrado — Espaço sob o banco para capacete aberto, difícil de encontrar em motos populares.
- Peso reduzido — 97 kg tornam a Biz ágil no corredor e fácil de manobrar na garagem.
- Manutenção barata — Peças abundantes e mão de obra simples mantêm o custo baixo.
- Valor de revenda — Biz usada mantém preço estável, especialmente em boas condições estéticas.

Onde a Honda Biz 2026 pode decepcionar
- Potência limitada — O motor de 124 cc rende 8,4 cv, suficiente para a cidade, mas sofrido em subidas íngremes e rodovias.
- Design datado — O visual mudou pouco desde 2003. Para quem quer modernidade, a Biz parece antiga ao lado de scooters como PCX ou NMAX.
- Freios simples — Ainda usa freio a tambor na traseira nas versões de entrada, sem ABS combinado.
- Conforto relativo — A suspensão é básica e o banco, embora baixo, não é dos mais macios em viagens longas.
- Garupa limitado — O banco traseiro é pequeno, adequado apenas para emergências.
Honda Biz 2026 vs scooters modernas: faz sentido comparar?
A comparação direta com a Honda PCX 160 ou Yamaha NMAX 160 é injusta. A Biz custa cerca de metade do preço de uma scooter 160 cc e entrega proposta diferente: simplicidade máxima com custo mínimo. Quem opta por uma PCX busca conforto, espaço e desempenho urbano superior. Quem escolhe a Biz quer o menor custo possível para se locomover na cidade.
A rival mais direta da Biz é a Honda Pop 110i, que custa um pouco menos e também vende centenas de milhares de unidades. A diferença principal está no câmbio: a Pop tem câmbio manual de 4 marchas com embreagem, enquanto a Biz oferece o semiautomático — mais prático no dia a dia urbano. Para quem está escolhendo entre as duas, o artigo sobre moto para iniciante ajuda a entender as prioridades.
Honda Biz 2026: para quem ela ainda vale a pena
A Biz 2026 vale a pena para quem prioriza economia extrema, simplicidade e confiabilidade no uso urbano diário. O motociclista que roda na cidade, usa a moto como ferramenta de trabalho e não se importa com design moderno ou desempenho esportivo encontra na Biz uma das melhores relações custo-benefício do mercado.
Ela também é uma excelente primeira moto para quem nunca pilotou, justamente pelo peso baixo, câmbio semiautomático e manutenção simples. Se esse é seu caso, vale ler também o guia de moto 0km ou seminova para decidir o formato de compra.
Para quem a Honda Biz 2026 NÃO faz sentido
Se você precisa de potência para rodovia, conforto para garupa, design moderno ou tecnologia embarcada (painel digital, ABS, conectividade), a Biz não é a escolha certa. Para esses perfis, vale considerar uma scooter 160 cc, uma street 160 ou até mesmo a Yamaha YZF-R15 se a prioridade for estilo esportivo.
Veredito: Honda Biz 2026 vale a pena?
Sim, dentro do que ela se propõe. A Honda Biz 2026 não é a moto mais moderna, potente ou confortável do mercado. Mas continua sendo a escolha mais racional para quem busca o menor custo total de propriedade no uso urbano. São 115 mil unidades por ano que não mentem: a Biz entrega exatamente o que seu público espera — e isso, no fim das contas, é o que realmente importa.
Honda Biz 2026: consumo e custo por km na prática
Um dos pontos mais fortes da Biz é o custo por km rodado. Com média de 40 km/l na cidade e tanque de 4,2 litros, você roda cerca de 160 km com uma carga de gasolina — gastando aproximadamente R$ 25 a R$ 30 por tanque, dependendo do preço do combustível na sua região. Isso dá cerca de R$ 0,17 por km, um dos menores custos entre todas as motos vendidas no Brasil.
Na manutenção, as revisões programadas da Honda Biz ficam na faixa de R$ 150 a R$ 350 por serviço, com intervalo médio de 3.000 km. Pastilhas de freio, relação e pneus têm preço similar aos da CG 160, o que mantém o custo anual de manutenção abaixo de R$ 800 na maior parte dos casos. Para quem usa a moto como ferramenta de trabalho, esse custo previsível é um dos maiores atrativos do modelo.
Vale a pena comprar uma Honda Biz 2026 usada?
A Biz seminova é um dos melhores negócios no mercado de motos usadas. Como o modelo muda pouco entre os anos, uma Biz 2023 ou 2024 com baixa quilometragem entrega praticamente a mesma experiência que uma zero-quilômetro, por um preço 20% a 30% menor. O único cuidado é com a procedência: motos usadas para entregas podem ter quilometragem alta e manutenção irregular, então vale seguir o checklist de moto 0km ou seminova antes de fechar negócio.
Quer saber mais sobre o mercado de motos no Brasil? Confira os rankings atualizados no site da Webmotors e os dados oficiais da Fenabrave.


