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    Honda Pop 110i: a moto mais barata do Brasil ainda faz sentido?

    Gabriel Oliveira
    quinta-feira, 2/julho

    A Honda Pop 110i é a moto mais barata do Brasil em 2026. Custa cerca de R$ 10.500 na versão de entrada e, mesmo assim, vendeu mais de 105 mil unidades em 2025. Além disso, o número a coloca entre as cinco motos mais vendidas do país, ao lado de CG 160 e Biz – todas da Honda.

    No entanto, será que a moto mais barata ainda faz sentido num mercado com opções mais potentes, confortáveis e completas por alguns milhares a mais? Em resumo, a resposta é sim, mas com ressalvas importantes. Por isso, este texto mostra o que a Pop 110i entrega, onde ela economiza demais e para quem ela ainda é a escolha certa – ou não.

    Honda Pop 110i 2026 vista lateral

    Honda Pop 110i: o que ela oferece por R$ 10.500

    Em primeiro lugar, a Pop 110i é o modelo mais básico da Honda no Brasil. Tem motor de 109 cc que entrega 7,9 cv de potência, câmbio manual de 4 marchas, freio a tambor na dianteira e na traseira (sem ABS), painel analógico simples e farol halógeno. Não há versão com partida elétrica em todas as configurações – a mais barata vem com pedal de partida.

    Na prática, o projeto é simples e testado: o mesmo motor OHC equipa a Pop há mais de uma década, com peças abundantes e manutenção conhecida por qualquer mecânico. Além disso, o consumo é um dos pontos altos: média de 40 a 45 km/l na cidade, o que dá cerca de R$ 0,15 por km rodado – um dos menores custos do mercado.

    Por fim, com peso de apenas 86 kg, a Pop é extremamente leve e ágil no trânsito, ideal para quem usa a moto como ferramenta de trabalho em entregas ou deslocamentos urbanos curtos. Mesmo assim, o tanque de 3,7 litros é pequeno, mas suficiente para rodar cerca de 150 km entre abastecimentos.

    O que a Honda Pop 110i acerta

    • Menor preço do mercado – Nenhuma moto zero-quilômetro custa menos que a Pop 110i em 2026.
    • Consumo campeão – Até 45 km/l na cidade, superando até mesmo a Honda Biz.
    • Manutenção barata – Revisões simples e peças entre as mais baratas do mercado.
    • Peso reduzido – 86 kg tornam a Pop fácil de pilotar para iniciantes e ágil no corredor.
    • Alta durabilidade – Motor conhecido e testado, com exemplares rodando mais de 100 mil km sem revisão geral.
    • Revenda garantida – Pop usada vende rápido e mantém bom valor, especialmente em boas condições.
    Honda Pop 110i em uso urbano diário

    Onde a Pop 110i economiza demais

    • Potência insuficiente – 7,9 cv é pouco até para subidas urbanas mais íngremes, exigindo redução de marcha constante.
    • Freios básicos – Tambor nas duas rodas sem ABS entrega frenagem fraca, especialmente em emergências no asfalto molhado.
    • Conforto mínimo – Suspensão simples e banco fino cansam em trajetos acima de 30 minutos.
    • Partida a pedal – A versão mais barata não tem partida elétrica, o que pode incomodar no dia a dia.
    • Itens de série limitados – Painel analógico sem porta-usb, sem alarme, sem tomada 12V.
    • Garupa inviável – O banco traseiro é muito pequeno e a moto não foi projetada para levar passageiro.

    Honda Pop 110i vs Honda Biz vs CG 160: qual escolher?

    Por outro lado, a Pop 110i custa cerca de R$ 10.500, a Biz sai por R$ 12 mil e a CG 160 parte de R$ 14.500. Nesse caso, a diferença de preço reflete o que cada uma entrega: a Pop é o básico do básico, a Biz adiciona câmbio semiautomático e porta-capacete, e a CG 160 entrega motor mais potente e estrutura mais robusta.

    Portanto, para quem quer gastar o mínimo possível e usa a moto apenas para deslocamentos urbanos muito curtos (até 10 km por trecho), a Pop 110i faz sentido. Já para quem roda mais, valoriza conforto ou quer um modelo mais versátil, a Biz ou a CG 160 justificam o valor extra. Vale ler o comparativo entre CG 160 e NXR 160 Bros para entender as diferenças no segmento de entrada.

    Para quem a Honda Pop 110i faz sentido em 2026

    Em resumo, a Pop 110i é ideal para quem quer a moto nova mais barata possível, usa predominantemente na cidade em trajetos curtos e não se importa com conforto ou desempenho. Além disso, ela atende bem entregadores com orçamento apertado, jovens comprando a primeira moto e frotas que priorizam custo mínimo de aquisição e manutenção.

    Para quem ela não faz sentido

    No entanto, se você precisa de potência para subidas, conforto para rodar mais de 30 minutos seguidos, segurança com freios ABS, ou espaço para garupa, a Pop 110i não é a escolha certa. Nesse caso, vale considerar a Biz (pela praticidade urbana), a CG 160 (pelo motor mais forte) ou até mesmo a Yamaha YZF-R15 se a prioridade for estilo esportivo com consumo baixo.

    Honda Pop 110i: custo de manutenção e revisões

    Na prática, as revisões programadas da Honda Pop 110i estão entre as mais baratas do mercado. A primeira revisão (1.000 km) custa cerca de R$ 120, enquanto as revisões semestrais ficam entre R$ 150 e R$ 250. Assim, em três anos de uso com 10 mil km rodados por ano, o custo total de manutenção fica em torno de R$ 1.800 – valor inferior ao de qualquer concorrente 125 cc ou 160 cc.

    Além disso, pastilhas de freio custam cerca de R$ 30 o jogo, a relação completa (corrente, coroa e pinhão) sai por aproximadamente R$ 180, e um pneu dianteiro custa em torno de R$ 200. Por outro lado, comparada a uma CG 160, a Pop 110i gasta cerca de 30% menos em peças de desgaste natural. Portanto, essa economia faz diferença real para quem depende da moto para trabalhar e roda todos os dias.

    Se você está pensando em comprar sua primeira moto, confira também o guia de moto para iniciante para entender todos os custos envolvidos antes de fechar negócio.

    Veredito: Honda Pop 110i ainda vale a pena?

    Em conclusão, sim, dentro do que ela se propõe. A Honda Pop 110i é a moto mais barata do Brasil, e isso por si só garante seu espaço no mercado. No entanto, ela não é confortável, potente ou tecnológica – mas cumpre o básico com a confiabilidade Honda e o menor custo possível. Para 105 mil compradores por ano, isso é suficiente.

    Por fim, antes de decidir, veja também o guia de moto para iniciante e entenda os custos escondidos que vão além do preço da nota fiscal.